domingo, agosto 27, 2006
"Post" remissivo abrangente - Guia cronológico de alguns dos temas tratados neste blogue
A planificação que desenvolvo neste blogue privilegia a existência de vários temas, que vão sendo acrescentados, de quando em quando, por novos "posts".
Obviamente, cada visitante terá preferência por algum (ou alguns) deles, e este "post" remissivo terá por principal função facilitar a respectiva localização. Outra das funções será a de dar visibilidade aos temas tratados há já algum tempo e que, por isso mesmo, se encontram - como dizer? - escondidos na rubrica "Archives".
Lista de alguns dos temas, e respectivas datas em que foram afixados os "posts":
1. Autógrafos desenhados
Registo gráfico de desenhos que possuo autografados pelos seus autores, muitos deles de grande prestígio. Afixarei, nesta exposição virtual, os desenhos que me foram oferecidos, desenhados expressamente para mim, quer em folhas soltas, quer nas páginas de rosto dos álbuns onde estão publicadas as obras.
2005
(I) Dez., 26 - Autor: Aragonés
2006 (II) Jan., 12 - Autor: Milo Manara
(III) Fev.,11 - Quino
(IV) Março, 25 - Moebius
(V) Abril,13 - Mordillo
(VI) Maio, 19 - John Buscema
2. Autor de BD como personagem da sua banda desenhada
Um tema que sempre me chamou a atenção, este de os autores/artistas da BD - aliás como noutras artes, designadamente pintura (estou a lembrar-me do quadro "As Meninas" e de Velásquez a mostrar-se a ele próprio no acto de pintar) e cinema (quem não viu o realizador Hitchcock a passear por algum dos seus filmes?) - se incluirem na própria obra. Os exemplos são inúmeros... Como, "post" a "post", aqui ficará demonstrado.
2005
(I) Out., 25 - Uderzo (desenhador) e Goscinny (argumentista)
(II) Nov., 16 - João Maio Pinto (desenhador) e Esgar Acelerado (argumentista)
2006
(III) Maio, 5 - Robert Crumb
(IV) Junho, 16 - Nuno Saraiva
(V) Julho, 7 - Augusto Trigo
3. Autor de BD a contracenar com o seu herói
Com semelhanças em relação à anterior, esta rubrica engloba cenas em que o autor-artista se autoretrata ou autocaricaturiza, em diálogo com o seu herói, mas fora da banda desenhada.
2006
(I) Fev.,27 - Chester Gould com Dick Tracy
(II) Abril, 18 - Hergé com Tintin
4. O desenhador a desenhar a banda desenhada
Outra variante das duas rubricas anteriores: aquela em que se vê o autor a desenhar uma imagem da própria bd, cena não muito vulgar, mas que, de vez em quando, surge. Veja-se abaixo a data, procure-se na rubrica "Archives", e pronto, goze-se com uma das originalidades possíveis nesta arte tão rica de aspectos imprevistos na área da criatividade.
2006
(I) Agosto, 10 - Autor: Aragonés
5. Castelos na banda desenhada (fictícios e reais)
Tema para mim apaixonante desde sempre, que me tem levado a deslocar-me a locais quase desertos, serve-me agora de tema propiciador à amostragem de excelentes enquadramentos, tanto de autores portugueses como de estrangeiros.
2005
(I) Nov., 7 - Fictício - Autor: António Vaz Pereira
(II) Nov., 10 - Castelo de Faro - Autor: José Garcês
(III)Nov.,17 - Castelo de Trancoso - Autor: Fernando Santos Costa
(IV)Dez.,22 - Autor: Harold Foster
2006
(V) Jan., 6 - Autor: José Morim
(VI) - Jan., 18 - Autor: Jean Giraud
(VII) - Fev.,10 - Fictício - Autor: F. de Felipe
(VIII) Abril, 20 - Castelo de Almada - Autores: Victor Borges (desenho), Machado-Dias (argumento);
(IX) Maio, 26 - Fictício - Autor: Walter Booth
(X) Julho, 6 - Fictício - Autor: Bilal
(XI) Julho, 13 - Castelo de Sabugal - Autores: Manuel Morgado (desenho), Marcos Osório (argumento)
(XII) Agosto, 4 - Fictício - Autor: Carlos Roque
(XIII) Agosto, 14 - Castelo de Monsanto - Autor: Andreia Rechena
6. Linguagem e convenções gráficas da BD - Picado e Contrapicado
Através da leitura e, quase em simultâneo, visionamento de bandas desenhadas, faz-se a aprendizagem da fruição da Arte Sequencial. O que não impede que haja cursos, e professores, obviamente, a chamarem a atenção para a linguagem da Banda Desenhada. Não é intenção didáctica e/ou pedagógica a desta rubrica, mas tão somente a de explorar as imagens de excepcional beleza que há em muitas obras banda-desenhísticas, e que, não raro, passam despercebidas aos leitores/visionadores mais apressados - ou apenas mais embrenhados - na trama ficcional. Aconselha-se, sinceramente, a visita (através de clicagem na rubrica Archives) às imagens seleccionadas para ilustração do tema, da autoria dos autores-artistas mencionados nos seguintes "posts":
2006
(I) Março, 17 - Autores: Phill Jimenez e Andy Lanning
(II) Abril, 11 - Autor: Gibrat
(III) Abril,11 - Autor: Gibrat
(IV) Maio, 7 - Autor: Rui Lacas
(V) Maio, 9 - Autor: Moebius
(VI) Maio, 13 - Autor: Victor Mesquita
(VII) Junho, 11 - Autor: Joe Sacco
7. Lisboa na Banda Desenhada
Sobre este tema escrevi há alguns anos um artigo na revista Atlantis, e comissariei uma exposição intitulada Lisboa na BD, que beneficiou de grande visibilidade, por ter tido por palco privilegiado o Museu da Cidade. Por ser um assunto que me entusiasma bastante - pois engloba dois motivos que me são caros, Lisboa e Banda Desenhada -, resolvi desenvolvê-lo mais uma vez, agora no universo internético, por intermédio do meu querido blogue. O que já fiz através de "posts" visíveis por consulta na coluna Archives, nas datas a seguir indicadas:
2006
(I) Maio,21 - Autor: Victor Mesquita
(II) Junho, 19 - Autor: Zé Paulo
(III) Julho, 18 - Autores: António Jorge Gonçalves (desenho), Nuno Artur Silva (argumento)
8. Língua portuguesa em mau estado: na Banda Desenhada, no "Cartoon", nos Fanzines e na Internet
De repente sinto uma estranha sensação de estar no papel de "advogado do diabo", ou seja, ao fazer críticas de índole ortográfica à BD, parece que decidi atacar a Banda Desenhada, como se a BD fosse o "mau da fita" das incorrecções ortográficas... Que fique claro: Tenho bem a noção da frequência de erros na literatura, nos jornais, nas legendas da televisão (ui!!) e dos filmes. Todavia, como o meu blogue tem a ver com BD, é nela que mais bato. Mas, para não ser considerado uma espécie de "5ª coluna" ataco igualmente o "Cartoon", os fanzines e a internet.
2005
(I) Out. 27 - "Vê-mo-nos" (??) erro na obra "Pequeno Nemo no reino dos sonhos", tradução portuguesa de "Little Nemo in Slumberland" de Winsor McCay
(II) Nov. 12 - "pareçe" (??), "esqueçendo" (??), erro repetido no comentário de um visitante do blogue "Kuentro"
(III) Nov. 28 - "gingeira" (??), erro detectado num "cartoon" assinado por "Avis Rara"
(IV) Dez. 11 - "Benvindo" (??), erro muito comum, neste caso detectado na banda desenhada "A família Slacqç" de Zé Paulo, publicada na revista de BD "Visão"
2006
(V) Jan. 7 - "Inflacção" (??), erro publicado no balão de um "cartoon"
(VI) Jan. 16 - "Uma" (??) fanzine. A asneira da moda, mudar-se o género masculino dos fanzines para o feminino. Erro detectado no fanzine "Aqui no Canto"
(VII) Fev. 22 - "Univos" (??), assim apareceu escrito no balão de um "cartoon" publicado no suplemento "O Inimigo Público"
(VIII) Março, 10 - Se não "poderem" (??), e, obviamente, no volume dedicado ao "Príncipe Valente", da novel editora "Livros de Papel", deveria estar escrito "se não puderem"
(IX) Abril, 15 - "Alcançar-mos" (??)
(X) Maio, 29 - Não "teve" representada (??), um erro que reflecte a maneira actual de falar dos portugueses, mas que é grave quando se escreve, o que aconteceu no "site" da Marinha Portuguesa, em espaço cultural
(XI) Junho, 23 - "Ter-mos" (??). E nós, apreciadores da obra Korrigans, de Civiello (desenho) e Mosdi (argumento), a termos de apanhar com erros destes (e não me venham dizer que é uma simples gralha devida ao computador, porque estou farto de ver repetir esta confusão verbal). Desta vez detectei o insistente erro no episódio Os Filhos da Noite, primeiro da acima citada série Korrigans, publicada pela editora VitaminaBD.
(XII) Agosto, 7 - "Páro" (??), na série excepcional "Calvin & Hobbes"
sábado, agosto 26, 2006
Linguagem e Convenções gráficas da BD - Panorâmicas (I) - Autor: Katsuhiro Otomo
Panorâmica de grande beleza reproduzida em duas páginas contíguas (antepenúltima e penúltima) do tomo 19 (último) da obra em mangá Akira, do autor Katsuhiro Otomo, no episódio intitulado "Amigos para a eternidade".Esta edição - da infelizmente extinta editora Meribérica/Liber - é uma versão a cores, sendo o colorido da autoria de Steve Oliff.
sexta-feira, agosto 25, 2006
Fanzines, esses desconhecidos (XXXVIII) - Riscae (fanzine de BD infantil)
O Homem-Aranha visto por Gabriel, uma criança (8 anos) que gosta de banda desenhada, de super-heróis e de desenhar, e que participou neste fanzine graças a um workshop dedicado aos fanzines, realizado por Marco Mendes no Centro de Artes e Espectáculo - CAE (com Ris dá Riscae) da Figueira da Foz.------------------------------------------------
Mais pormenores acerca deste fanzine podem ser vistos (e lidos) no blogue Fanzines de Banda Desenhada, no endereço
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com
quarta-feira, agosto 23, 2006
Mangá "made in" Portugal (III) - Autor: João Paulo Batista
Prancha inicial de Instante, uma bd feita ao estilo mangáEsta mangá, ou seja, esta banda desenhada realizada com evidente influência da BD japonesa, é da autoria de João Paulo Batista, e teve publicação em "Blastmagazine - Revista de Banda Desenhada da Universidade de Lisboa" como se podia ler na capa do nº 00, datado de Dezembro de 2004.
O que será feito deste promissor "mangaka" lusitano?
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"Post" remissivo
Há mais textos sobre este tema Mangá "made in" Portugal
2006
(II) Julho, 9 - Autores: Pedro Roxo Nogueira (desenho), Paula Cunha (argumento)
(I) Junho, 28 - Autores: Ana Freitas (desenho), Nuno Duarte (argumento)
terça-feira, agosto 22, 2006
Fanzines, esses desconhecidos (XXXVII) - Manicomics
Contracapa do fanzine Manicomics nº 33-----------------------------------------
Quem estiver interessado em ver nais pormenores deste fanzine brasileiro, vencedor, pela terceira vez, do prémio HQ Mix, tem de visitar o blogue Fanzines de Banda Desenhada, no endereço
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com
domingo, agosto 20, 2006
Autor de BD como personagem da sua banda desenhada (VI) - Autores: Pedro Morais (desenhador), Luís Almeida Martins (argumentista)
Imagem de uma das vinhetas da banda desenhada "A Casa dos Livros", da série "Júnior & Joana",
(in revista Visão Júnior nº 24, Maio 2006)
onde o desenhador se incluiu no episódio, em diálogo com o argumentista
Pedro Morais não escapou à tentação tão comum - como aqui já escrevi num dos "posts" dedicados ao tema - na Banda Desenhada, tal como na Pintura ou no Cinema, de se auto-imiscuir na sua própria bd, arrastando consigo o seu argumentista, Luís de Almeida Martins.
Como conheço bem ambos, posso garantir que este último está parecidíssimo - há elementos que ajudam: as sobrancelhas carregadas, o bigode e a barba grisalhas, até o jeito do cabelo.
Outro tanto não direi do Pedro, só o nariz o faz lembrar, o cabelo costuma ser curtinho, o que ele desenhou está mais tipo Calvin...
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"Post" remissivo
Em ângulos ligeiramente diferentes, mas com semelhanças no conceito, há neste blogue três rubricas que mostram imagens do autor de BD inserido na própria obra.
Para visionar os "posts" anteriores de cada uma dessas rubricas, clicar na coluna Archives, no ano e meses indicados no índice abaixo:
1) O desenhador a desenhar a banda desenhada
2006
(I) Agosto, 10 - Autor: Sergio Aragonés
2) O autor a contracenar com a sua personagem
2006
(II) Abr. 18 - Hergé e Tintin
(I) Fev. 27 - Chester Gould e Dick Tracy
3) O autor de BD como personagem da sua banda desenhada
2006
(V) Julho, 7 - Augusto Trigo
(IV) Junho, 16 - Nuno Saraiva
( III) Maio, 5 - Robert Crumb
2005
(II) Nov., 16 - João Maio Pinto (desenhador) e Esgar Acelerado (argumentista)
(I) Out., 25 - Uderzo (desenhador) e Goscinny (argumentista)
segunda-feira, agosto 14, 2006
Castelos na Banda Desenhada (XIII) - Monsanto - Autor: Andreia Rechena
O altaneiro castelo de Monsanto, numa aparição única na BDAndreia Rechena (que costuma assinar ARechena, como se pode ver na base da vinheta acima reproduzida) é, com quase certeza absoluta, a primeira mulher-autora/artista de Banda Desenhada nascida em Monsanto (como ela diz: tenho de estar sempre a explicar que não é o Monsanto aqui de Lisboa, mas sim a aldeia de Monsanto, na Beira Baixa).
Esta monsantina, com talento e imaginação, anda por aí a fazer banda desenhada, a preto e branco ou a cores, conforme o suporte o permite, vai fazendo ilustrações, ultimamente está a deixar-se seduzir pela pintura..
A vinheta visível no topo do "post" (e, já agora, a prancha sob este texto) pertencem à bd Aldeia de Monsanto, com que Rechena colaborou no fanzine "24h Volta a Portugal em BD", uma edição alternativa bem concebida e realizada com bom gosto pelo activo dinamizador cultural que se costuma apresentar pelo pseudónimo "Phermad".
Prancha completa extraída da bd curta autoconclusiva Monsanto(deste fanzine há notícia completa no blogue http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com
na data de 2006, Junho 27)
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"Post" remissivo
Textos anteriores, dedicados a este tema Castelos na Banda Desenhada, podem ser vistos clicando no respectivo mês na rubrica Archives. Datas de publicação e outros elementos:
2006
(XII) Agosto, 4 - Fictício (8) - Autor: Carlos Roque
(XI) Julho, 13 - Sabugal - Autor: Manuel Morgado (desenho), Marcos Osório (arg.)
(X) Julho, 7 - Fictício (7) - Autor: Bilal
(IX) Maio, 26 - Fictício (6) - Autor: Walter Booth
(VIII) Abril 20 - Castelo de Almada - Autor: Victor Borges (des.), J. Machado Dias (arg.)
(VII)Fev.10 - Fictício (5) - Autor: F. de Felipe
(VI) Jan.18- Fictício (4) -Autor: Moebius
(V) Jan.06- Fictício (3) - Autor: José Morim
2005
(IV) Dez.22- Fictício (2) - Autor: Harold Foster
(III) Nov.17 - Castelo de Trancoso-Autor: Fernando Santos Costa
(II) Nov.10 - Castelo de Faro-Autor: José Garcês
(I) Nov.7 - Fictício (1) - Autor: António Vaz Pereira
sábado, agosto 12, 2006
Críticas e Notícias de BD na Imprensa (XIII) - Diário de Notícias - Crítico: João Miguel Tavares
O primeiro dos super-heróis, artigo de página inteira da autoria de João Miguel Tavares
No jornal Diário de Notícias, o jornalista João Miguel Tavares já teve uma rubrica semanal de crítica/divulgação sobre banda desenhada. Agora escreve quando calha e o assunto o provoca. O que terá acontecido com o aparecimento do filme "Super-Homem - O Regresso", suscitando-lhe extenso e excelente artigo, publicado no suplemento "6ª" do matutino Diário de Notícias, de 12 de Agosto, onde esboça um retrato sociológico do super-herói dos quadradinhos, e lhe traça o percurso, desde o papel ao celulóide, passando pelas ondas hertzianas.
Citando - com a devida vénia ao autor - o esclarecedor texto, eis um excerto:
"(...) Estes [Siegel e Shuster], curiosamente, mantiveram a primeira versão de Super-Homem dentro de limites aceitáveis, acrescentando-lhe uma consciência social bastante progressista para a altura e apostando forte na irascível Lois Lane, eterna paixão de Clark Kent e uma das mais fortes presenças femininas na BD americana.
Só que, como quase sempre acontece, a criatura acabou por engolir os criadores, e diante do sucesso avassalador de Super-Homem as abordagens à personagem multiplicaram-se. Em 1941 estava na rádio (foi aí que se popularizou o hoje clássico: "Look! Up in the Sky!It's a Bird, it's a plane, it's Superman!"); em 1948 apareceu pela primeira vez em filme (era tudo tão rupestre que, quando tinha de voar, o Super-Homem transformava-se em desenho animado); em 1951 ganhou a sua própria série de televisão (George Reeves foi o primeiro Homem de Aço convincente); em 1966 foi parar à Broadway (um fracasso); e em 1978 surgiu o filme com Christopher Reeve e a caução intelectual de Marlon Brando (pago a peso de ouro), que proporcionou à Warner o maior êxito da sua história."
"À medida que o Super-Homem diversificava os seus suportes, ia-se tornando cada vez menos significativo no campo da BD, e as revistas foram perdendo popularidade até ao dia em que a DC Comics decidiu matar o Super-Homem, às mãos de uma personagem chamada Doomsday. The Death of Superman foi lançado em Janeiro de 1993 e vendeu uns espantosos seis milhões de exemplares, o número mais elevado na história dos comics. Claro que ele ressuscitaria ainda nesse ano, e em 1996 casava-se com Lois Lane. (...)"-------------------------------------------------
"Post" remissivo
Desta rubrica "crítica de banda desenhada nos jornais" foram referenciados anteriormente os seguintes jornais e respectivos críticos:
2006
IV) Abril, 18 - JL-Jornal de Letras, Artes e Ideias, por João Ramalho Santos
(III) Março, 8 - Jornal de Notícias, por F. Cleto e Pina
2005
(II) Dez., 21 - Jornal As Beiras, por João Miguel Lameiras
(I) Dez.,13 - Jornal de Almada, por Luiz Beira
quinta-feira, agosto 10, 2006
O desenhador a desenhar a banda desenhada (I) - Autor: Sergio Aragonés
Sérgio Aragonés desenhou-se a desenhar, ele próprio, uma curta banda desenhada (passe o aparente pleonasmo).Esta imagem aparece como capa do álbum Palavras para quê?, edição da Vitamina BD. Claro que se percebe perfeitamente que a figura do desenhador é a do próprio Aragonés. Mas se houvesse dúvidas, como o conheço pessoalmente, posso afirmar que a autocaricatura até está muito parecida.
Veja-se neste blogue a rubrica "Autógrafos desenhados", com data de 2005, 26 de Dezembro, onde reproduzi um desenho autografado que me foi oferecido por Sergio Aragonés, em que ele se autocaricaturou.
Só não lhe conhecia o rabo de cavalo, será pois a sua nova imagem...
A presente rubrica vem complementar duas outras já existentes:
1)"Autor de BD a contracenar com a sua personagem"
2) "Autor de BD como personagem da sua banda desenhada";
As três apresentam semelhanças, mas igualmente diferenças, embora, inquestionavelmente, se integrem no mesmo conceito.
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"Post" remissivo
Para visionar os "posts" anteriores, clicar na coluna Archives, no ano e meses indicados no índice abaixo:
1) O autor a contracenar com a sua personagem:
2006
(II) Abr. 18 - Hergé e Tintin
(I) Fev. 27 - Chester Gould e Dick Tracy
Num ângulo ligeiramente diferente, mas com semalhanças no conceito, há neste blogue mais uma rubrica, que é a seguinte:
2) O autor de BD como personagem da sua banda desenhada
Eis os autores e datas dos "posts", localizáveis na coluna Archives
2006
(V) Julho, 7 - Augusto Trigo
(IV) Junho, 16 - Nuno Saraiva
( III) Maio, 5 - Robert Crumb
2005
(II) Nov., 16 - João Maio Pinto (desenhador) e Esgar Acelerado (argumentista)
(I) Out., 25 - Uderzo (desenhador) e Goscinny (argumentista)
quarta-feira, agosto 09, 2006
BD portuguesa em jornais e revistas não especializadas (XVIII) - BD Jornal - BD de Filipe Andrade (desenho), Filipe Pina (arg.)
Prancha da banda desenhada BRK, da dupla Filipe Andrade (desenhador) e Filipe Pina (argumentista)Eis uma nova dupla na banda desenhada portuguesa, onde não são muito habituais estas ligações entre desenhador e argumentista. Eis um tema curioso, em que seria mister falar das excepções que contrariam esta afirmação, mas que a confirmam; talvez eu próprio comece a tratar do assunto...
Filipe Andrade já era meu conhecido há dois ou três anos, conhecimento esse estabelecido no Salão Internacional de Banda Desenhada da Sobreda, pelo que já tinha contactado com o seu talento. Ainda bem que também o meu amigo J. Machado-Dias travou conhecimento com ele (com eles), porque, neste momento, é praticamente a única possibilidade de um novo autor (ou uma dupla, como é o caso) verem a sua obra publicada a cores.
Nota: À laia de apresentação ("preview", dizem eles, ou "teaser", dizem outros), da bd BRK foram publicadas duas pranchas: a que está aqui reproduzida e a seguinte, no BD Jornal nº 13 - Junho 2006 (edição bimestral)
terça-feira, agosto 08, 2006
Álbuns de BD imprevisíveis e difíceis de obter (I) - "O Passeio de Inês", por Carlos Rocha (desenho), José Carmo (arg.)
Capa do álbum "O Passeio da Inês"Sob vários apoios, entre os quais o Governo Civil de Faro e Câmara Municipal da mesma cidade, esta obra de características didáctico-pedagógicas foi concebida por José Carmo (Chefe Carmo, assim nos é apresentado), da Escola Segura da Esquadra Sede da PSP de Faro, realizada em banda desenhada por Carlos Rocha, e finalizada na cor e digitalização por Hugo Vedes.
O estilo utilizado na concretização do episódio é o habitual em Carlos Rocha, que está à vontade no registo cómico, acrescentando desta vez uns laivos dos tiques "mangá", em especial na forma de fazer os olhos das crianças, com destaque para as pupilas cintilantes.
Prancha inicial da bd "O Passeio da Inês"Apesar da invulgarmente elevada tiragem que teve, este álbum é peça difícil de conseguir, porquanto, tratando-se de uma banda desenhada com finalidades didácticas (onde se mostra o que pode acontecer às crianças que não usem cadeirinha e cinto de segurança), destina-se a ser distribuída gratuitamente pelas escolas do 1º e 2º ciclos do Algarve.
A sorte deste bloguista, de ter conseguido um exemplar, está relacionada com o facto de Carlos Rocha já ter passado pela Tertúlia BD de Lisboa como Convidado Especial, daí que tenha tido a amabilidade que se depreende. Também ajudou o facto de haver no IPJ de Faro uma pessoa chamada Rosa Moreira que, apesar de não me conhecer, foi extremamente prestável, prontificando-se a contactar o Rocha, de quem é amiga, resolvendo assim o problema de ele não ter telemóvel (parece que já teve, mas desistiu...) nem usar e-mail. Ou seja: praticamente incontactável.
O Passeio da Inês
Banda desenhada em 10 pranchas
Texto adicional do Código da Estrada nos artigos relativos ao transporte de crianças
Autores: Carlos Rocha (desenho), José Carmo (argumento)
Álbum em formato A5, impresso em quadricromia
Capa e contracapa e 32 páginas (onde se incluem as 10 da bd, as restantes com artigos do Código da Estrada relacionados com o transporte de crianças em automóvel), em papel "couché" de boa gramagem
Edição patrocinada por várias entidades
Data da edição: [19 de Maio de 2006]
Tiragem: [50.000]
(Estas duas informações não constam em nenhuma parte, até porque o álbum não apresenta ficha técnica, foram obtidas por acaso numa notícia publicada no jornal regional "Postal do Algarve").
segunda-feira, agosto 07, 2006
Fanzines, esses desconhecidos (XXXVI) - Boletim do CPBD - Nº Especial de Aniversário - Junho 06
É curiosa a história desta banda desenhada, da autoria do banda-desenhista naturalizado italiano Kurt Caesar.Veja-se, por exemplo, a prancha aqui reproduzida: tendo em vista o facto de haver uma bandeira espanhola, bem visível na cena, torna-se óbvio que uma parte dos protagonistas tem a ver com Espanha. E assim acontece na versão original, publicada na revista italiana "Il Vittorioso", onde a outra parte dos participantes são italianos afectos a Mussolini.
Todavia, essa mesma banda desenhada foi publicada em França, na revista "L'As", e em Portugal na revista "Pirilau", ambas com versões diferentes (até mesmo estas duas entre si).
A explicação para esta diversidade pode ler-se no interessante número do "Boletim do Clube Português de Banda Desenhada".
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Este "post" tem texto mais desenvolvido no blogue "Fanzines de Banda Desenhada", no endereço:
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com
domingo, agosto 06, 2006
Língua portuguesa: em mau estado na BD, no "Cartoon", nos Fanzines e na Internet (XII) - "Páro" (??) - in "Calvin & Hobbes"
"Páro" (??)
Páro, não (como incorrectamente está escrito na primeira vinheta), o correcto é paro.
E como haverá muito boa gente que ficará a olhar para a palavra, na dúvida se de facto ela não terá de ter acento agudo, relembremos o presente do indicativo do verbo parar:
Eu paro, tu paras, ele pára...
Só na terceira pessoa é que tem de se acentuar, para se distinguir da preposição"para".
Pode parecer uma coisa muito simples, mas há quem esbarre nestas simplicidades...
O Bill Watterson, criador desta obra de referência da Figuração Narrativa, está isento de culpas, claro: ele escreveu em inglês, variante americana.
Na parte portuguesa, a tradução é de Helena Gubernatis, mas nunca apareceu a paternidade da legendagem (será dela também?). Entre o tradutor e o legendador, o erro gramatical atacou.
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"Posts" anteriores
Acerca deste tema podem ser vistos todas as postagens indo à coluna da esquerda e clicar na rubrica "Categorias".
sábado, agosto 05, 2006
Banda Desenhada infantil portuguesa (II) - Autor: Carlos Roque
Prancha inicial da banda desenhada infantil "Medo! em 'Vale de cães'", reproduzida no nº1 do suplemento infanto-juvenil TV Guia Júnior (nº1-20 Julho 96), composto por quatro páginas, três das quais preenchidas com bandas desenhadas e passatempos, tudo da autoria de Carlos Roque (1936-2006).As imagens iniciais acima reproduzidas, que têm por protagonistas três jovens apresentados sob os nomes (abreviados popularmente) de Quim, Toino e Zé, pertencem a uma banda desenhada infantil editada no clássico tipo de publicação fraccionada, com a tradicional legenda "continua" ao fundo da página. O seu autor foi um dos raros banda-desenhistas portugueses a privilegiar sistematicamente a componente infantil da banda desenhada, género para que era especialmente dotado.
Outra das variadas séries de BD infantil criadas por Carlos Roque foi este "Tropelias do Malaquias", em reedição beneficiada com legendagem manual efectuada por ele para o suplemento "destacável coleccionável" TV Guia Júnior (neste caso, o nº 1, de 20 Julho 1996).
Um dos numerosos "gags" imaginados e concretizados por Carlos Roque em bandas desenhadas curtas, de uma prancha, com a personagem "Patrake o mágico" (in TV Guia Júnior nº 16, de 2 de Nov. 1996).Obviamente que este mágico é uma homenagem a "Mandrake", herói de referência de um grande leitor/conhecedor de BD, como era o caso de Carlos Roque.
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"Post" remissivo
Deste tema há já a seguinte entrada:
Maio, 22 - Autores: Pedro Morais (desenho), Luís Almeida Martins (argumento)
2006 (daqui para cima)
sexta-feira, agosto 04, 2006
Castelos na Banda Desenhada (XII) - Fictício - Autor: Carlos Roque
Lá muito ao fundo, em silhueta, esguio e altaneiro, um castelo fantasmagórico, idealizado por Carlos Roque para a obra em banda desenhada "O Cruzeiro do Caranguejo".A imagem inserida na vinheta que aqui se reproduz foi retirada duma prancha de álbum editado em 1963 pelas edições "Camarada" (caso irónico, este Camarada tinha a ver com a "Mocidade Portuguesa", organização ligada ao chamado Estado Novo), e foi composto e impresso em Edições "O Mosquito" Limitada, Travessa de S. Pedro, 9, r/c - Lisboa.
A imagem da vinheta com o castelo visto em "O Cruzeiro do Caranguejo" é dada aqui em quadricromia, com legendagem manual, visivelmente abreviada, executada pelo próprio Carlos Roque.Esta versão foi realizada propositadamente por Carlos Roque para a revista TV Guia, em 1997 (a imagem acima reproduzida, simples vinheta de uma prancha, apareceu publicada naquela revista na edição de 2 de Agosto daquele ano).
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"Post" remissivo
Textos anteriores, dedicados a este tema Castelos na Banda Desenhada, podem ser vistos clicando no respectivo mês na rubrica Archives. Datas de publicação e outros elementos:
2006
(XI) Julho, 13 - Sabugal - Autor: Manuel Morgado (desenho), Marcos Osório (arg.)
(X) Julho, 7 - Fictício - Autor: Bilal
(IX) Maio, 26 - Fictício - Autor: Walter Booth
(VIII) Abril 20 - Castelo de Almada - Autor: Victor Borges (des.), J. Machado Dias (arg.)
(VII)Fev.10 - Fictício - Autor: F. de Felipe
(VI) Jan.18- Fictício-Autor: Moebius
(V) Jan.06- Fictício - Autor: José Morim
2005
(IV) Dez.22- Fictício - Autor: Harold Foster
(III) Nov.17 - Castelo de Trancoso-Autor: Fernando Santos Costa
(II) Nov.10 - Castelo de Faro-Autor: José Garcês
(I) Nov.7 - Fictício - Autor: António Vaz Pereira
quinta-feira, agosto 03, 2006
Autor de BD em contacto pessoal com o seu herói (IV) - Carlos Roque e o pato Wladimyr

Carlos Roque tinha grande simpatia pelo pato Wladimyr, criado a meias com Monique, sua mulher, que, enquanto argumentista, imaginava os "gags" a que Roque dava "vida".
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"Post" remissivo
Deste mesmo tema do autor a contracenar com a sua personagem há já mais dois "posts". Para os visionar, clicar na coluna Archives, no ano e meses indicados no índice abaixo:
2006
(II) Abr. 18 - Hergé e Tintin
(I) Fev. 27 - Chester Gould e Dick Tracy
Num ângulo ligeiramente diferente, mas com semelhanças de conceito, há neste blogue outros "posts" onde o autor participa como personagem. Eis os autores e datas dos "posts", localizáveis na coluna Archives
2006
(V) Julho, 7 - Augusto Trigo
(IV) Junho, 16 - Nuno Saraiva
( III) Maio, 5 - Robert Crumb
2005
(II) Nov., 16 - João Maio Pinto (desenhador) e Esgar Acelerado (argumentista)
(I) Out., 25 - Uderzo (desenhador) e Goscinny (argumentista)
Autógrafos desenhados (VII) - Carlos Roque
Obrigado, amigo Carlos Roque, por este pequeno desenho que me ofereceste, e que revejo com emoção agora que já te foste.----------------------------------------------
CARLOS ROQUE
1936/2006
Síntese biográfica
Carlos Roque, de seu nome completo Carlos Santos Roque, nasceu em Lisboa a 12 de Abril de 1936, e faleceu a 27 de Julho de 2006, num hospital de Lovaina, Bélgica, devido a problemas respiratórios.
Carlos Roque iniciou-se na Banda Desenhada na revista Camarada - 2ª série, 1959, com a bd "O Cruzeiro do Caranguejo", que viria a ser editada em álbum no ano de 1963.
Radicado na Bélgica desde 1964, Carlos Roque prestou alguma colaboração à revista Tintin (edição belga), mas a sua actividade mais prolongada teve por base a revista belga Spirou.
Sob argumento de sua mulher, Monique, fez vários episódios curtos, autoconclusivos, com o pato "Wladimyr". Pela qualidade da série foi-lhe atribuído o Prémio Saint-Michel em 1976.
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"Post" remissivo
Textos anteriores dedicados a este tema, visíveis no Arquivo (consultar datas e autores referidos):
2005
Dez. 26 - (I) Aragonés
2006
Jan. 12 - (II) Milo Manara
Fev. 11 - (III) Quino
Março 25 - (IV) Moebius
Abril 13 - (V) Mordillo
Maio, 19 - (VI) John Buscema
quarta-feira, agosto 02, 2006
Carlos Roque, autor português de banda desenhada, 1936-2006
Carlos Roque (1936-2006)Fotografia gentilmente cedida pela sua viúva, a argumentista belga Monique Santos Roque
Carlos Roque (Carlos Santos Roque), autor português de Banda Desenhada, nascido em Lisboa a 12 de Abril de 1936, faleceu no passado mês de Julho, dia 27, num hospital de Lovaina, Bélgica, devido a problemas respiratórios. O funeral realiza-se dia 3 de Agosto, em Bruxelas.
Capa do álbum, cartonado (editado em 1963) "O Cruzeiro do Caranguejo", com o extenso e divertido subtítulo "Uma aventurosa volta ao mundo com o avô Cachucho , o Zé Carapau e o cão Mexilhão" Carlos Roque iniciou-se na Banda Desenhada na revista Camarada - 2ª série, 1959, com a bd "O Cruzeiro do Caranguejo", que viria a ser editada em álbum no ano de 1963.
Prancha inicial da banda desenhada "O Cruzeiro do Caranguejo"Radicado na Bélgica desde 1964, Carlos Roque prestou alguma colaboração à revista Tintin (edição belga, obviamente), mas a sua actividade mais prolongada teve por base a revista Spirou.
Sob argumento de sua mulher, Monique, fez vários episódios curtos, autoconclusivos, com o pato "Wladimyr". Pela qualidade da série foi-lhe atribuído o Prémio Saint-Michel em 1976.
Episódio da série "Wladimyr", publicado na revista Selecções BD nº 31 (2ª série) - Maio 2001Muito mais haveria a dizer acerca da produção bedística de Carlos Roque. Por conseguinte, estas notas são, antes de mais nada, uma chamada de atenção ao nosso pequeno mundo bedéfilo, numa tentativa de evitar que passe despercebido o falecimento deste autor português. Mas são também singela homenagem a um amigo que desaparece.
sexta-feira, julho 28, 2006
Tertúlia BD de Lisboa - 261º Encontro - 1 de Agosto de 2006
Uma das sete pranchas da bd Super Esquadra, assinada por João Lázaro, o Convidado Especial do 261º Encontro da Tertúlia BD de LisboaComo sempre desde há 21 anos, na primeira 3ª feira de cada mês, realiza-se mais um encontro de bedéfilos (autores, editores, faneditores, estudiosos, investigadores, críticos, divulgadores, coleccionadores e leitores em geral).
Por acaso a primeira 3ª feira de Agosto é logo no dia 1.
Costuma haver um Homenageado e/ou um Convidado Especial. Mas individualidades para o nível de homenageados começam a escassear, após vinte anos de actividade mensal ininterrupta da TBDL.
Assim, teremos apenas um Convidado Especial: João Lázaro.
Trata-se de um autor ainda novo, mais dedicado à Ilustração do que à Banda Desenhada. Apesar dessa preferência, João Lázaro tem várias bandas desenhadas publicadas, como aconteceu com as tiras de BD, a cores, editadas durante dois anos pela revista MID, e com a bd Super Esquadra, a sua participação na obra colectiva Para além dos Olivais ( álbum editado pela Bedeteca de Lisboa para a colecção "Visitas Guiadas") e 25 Anos do 25 de Abril, uma série de bandas desenhadas surgidas no jornal Público em 1999, uma delas de sua autoria.
Portanto, os habituais bedéfilos participantes (uma média de 40) nesta tertúlia mensal irão ter a possibilidade de conhecer pessoalmente o Convidado Especial João Lázaro, e complementar esse conhecimento físico com a leitura da sua autobiografia (ilustrada com autocaricatura ou auto-retrato) e, eventualmente, obter, um desenho original por ele realizado que será sorteado entre os presentes, como é da tradição na tertúlia.
Como habitualmente (quase a ritmo mensal), será distribuído gratuitamente a cada "tertuliano" dois números do "slimzine" Folha Volante* (um com notícias sobre BD, e outro com bedês de autores portugueses "pirateadas" de jornais e revistas diversas); aos presentes será também oferecido, pelo organizador da TBDL, mais um exemplar do fanzine Tertúlia BDzine* (o nº 104, que terá data de 1 de Julho), com uma banda desenhada da autoria de Carlos Almeida, pintor e professor viseense apreciador de BD.
*Ambos os fanzines podem ser vistos no blogue
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com
terça-feira, julho 25, 2006
Autor de BD em contacto pessoal com o seu herói (III)- Milton Caniff e Terry
Milton Caniff autocaricaturou-se ao lado de TerryO primeiro "herói de papel" criado por Milton Caniff chamou-se Dickie Dare.
Mas foi com Terry ("Terry and the pirates") que ganhou notoriedade.
Após problemas com a Agência para a qual trabalhava, Caniff criou Steve Canyon, divulgado em Portugal na revista Mundo de Aventuras, desde o seu número inicial, lançado em 1949, mas sob um nome diferente: Luis Ciclón.
Assim mesmo, sem nada a ver com a língua portuguesa: nem Luís, com acento agudo no i, nem Ciclone, sem acento no o e com e no fim .
E porquê? Porque foi via Espanha que a série foi importada, e foi com esse nome espanholado que foi publicado em Portugal...
É igualmente do autor americano a criação da sensual heroína Male Call, que Caniff doou como contribuição pessoal para o esforço bélico (concretamente, para entretenimento dos soldados americanos) na Segunda Grande Guerra Mundial.

Autocaricatura de Milton Caniff, sentado no seu cavalete, com os cotovelos em cima da prancha, "rodeado" por personagens de sua autoria

Milton Caniff (nascido nos U.S.A. em 28 de Fevereiro de 1907, falecido a 3 de Maio de 1988
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"Post" remissivo
Deste mesmo tema há já mais dois "posts". Para os visionar, clicar na coluna Archives, no ano e meses indicados no índice abaixo indicado:
2006
(I) Fev. 27 - Chester Gould e Dick Tracy
(II) Abr. 18 - Hergé e Tintin
Num outro ângulo ligeiramente diferente, mas com semelhanças de conceito, há neste blogue outros "posts" onde o autor participa como personagem. Eis os autores e datas dos "posts", localizáveis na coluna Archives
2005
(I) Out., 25 - Uderzo (desenhador) e Goscinny (argumentista)
(II) Nov., 16 - João Maio Pinto (desenhador) e Esgar Acelerado (argumentista)
2006
( III) Maio, 5 - Robert Crumb
(IV) Junho, 16 - Nuno Saraiva
(V) Julho, 7 - Augusto Trigo
domingo, julho 23, 2006
Fanzines, esses desconhecidos (XXXV) - Tertúlia BDzine
Terceira prancha da bd Shô Pau Por Um Punhado de EnchidosDa autoria de PeF (pseudónimo, claro, de um talentoso novo autor da BD portuguesa), foi publicada a banda desenhada, sob título algo desconcertante, no nº 103 do fanzine Tertúlia BDzine.
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Quem estiver interessado em ver mais pormenores (capa, outra prancha e ficha técnica) do dito fanzine, basta clicar no endereço abaixo indicado
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com
sábado, julho 22, 2006
"Post" remissivo abrangente - Guia cronológico para consulta de alguns dos temas tratados neste blogue
Obviamente, cada visitante terá preferência por algum (ou alguns) deles, e este "post" remissivo terá por principal função facilitar a respectiva localização.
Outra das funções será a de dar visibilidade aos temas tratados há já algum tempo e que, por isso mesmo, se encontram - como dizer? - escondidos na rubrica "Archives".
Lista de alguns dos temas, e respectivas datas em que foram afixados os "posts":
1. Autógrafos desenhados
Registo gráfico de desenhos que possuo autografados pelos seus autores, muitos deles de grande prestígio. Afixarei, nesta exposição virtual, os desenhos que me foram oferecidos, desenhados expressamente para mim, quer em folhas soltas, quer nas páginas de rosto dos álbuns onde estão publicadas as obras.
2005
(I) Dez., 26 - Autor: Aragonés
2006
(II) Jan., 12 - Autor: Milo Manara; (III) Fev.,11 - Quino; (IV) Março, 25 - Moebius; (V) Abril,13 - Mordillo; (VI) Maio, 19 - John Buscema
2. Autor de BD como personagem da sua banda desenhada
Um tema que sempre me chamou a atenção, este de os autores/artistas da BD - aliás como noutras artes, designadamente pintura (estou a lembrar-me do quadro "As Meninas" e de Velásquez a mostrar-se a ele próprio no acto de pintar) e cinema (quem não viu o realizador Hitchcock a passear por algum dos seus filmes?) - se incluirem na própria obra. Os exemplos são inúmeros... Como, "post" a "post", aqui ficará demonstrado.
2005 - (I) Out., 25 - Uderzo (desenhador) e Goscinny (argumentista); (II) Nov., 16 - João Maio Pinto (desenhador) e Esgar Acelerado (argumentista)
2006 - (III) Maio, 5 - Robert Crumb; (IV) Junho, 16 - Nuno Saraiva; (V) Julho, 7 - Augusto Trigo
3. Autor de BD a contracenar com o seu herói - Com semelhanças em relação à anterior, esta rubrica engloba cenas em que o autor-artista se autoretrata ou autocaricaturiza, em diálogo com o seu herói, mas fora da banda desenhada.
2006 (I) Fev.,27 - Chester Gould e Dick Tracy; (II) Abril, 18 - Hergé e Tintin
4. Castelos na banda desenhada (fictícios e reais) - Tema para mim apaixonante desde sempre, que me tem levado a deslocar-me a locais quase desertos, serve-me agora de tema propiciador à amostragem de excelentes enquadramentos, tanto de autores portugueses como de estrangeiros.
2005 - (I) Nov., 7 - Autor: António Vaz Pereira; (II) Nov., 10 - Castelo de Faro - Autor: José Garcês; (III)Nov.,17 - Castelo de Trancoso - Autor: Fernando Santos Costa; (IV)Dez.,22 - Autor: Harold Foster
2006 - (V) Jan., 6 - Autor: José Morim; (VI) - Jan., 18 - Autor: Jean Giraud; (VII) - Fev.,10 - Autor: F. de Felipe; (VIII) Abril, 20 - Castelo de Almada - Autor: Victor Borges (desenho), Machado-Dias (argumento); (IX) Maio, 26 - Autor: Walter Booth; (X) Julho, 6 - Autor: Bilal; (XI) Julho, 13 - Castelo de Sabugal - Autor: Manuel Morgado (desenho), Marcos Osório (argumento)
5. Linguagem e convenções gráficas da BD - Picado e Contrapicado - Através da leitura e, quase em simultâneo, visionamento de bandas desenhadas, faz-se a aprendizagem da fruição da Arte Sequencial. O que não impede que haja cursos, e professores, obviamente, a chamarem a atenção para a linguagem da Banda Desenhada. Não é intenção didáctica e/ou pedagógica a desta rubrica, mas tão somente a de explorar as imagens de excepcional beleza que há em muitas obras banda-desenhísticas, e que, não raro, passam despercebidas aos leitores/visionadores mais apressados - ou apenas mais embrenhados - na trama ficcional. Aconselha-se, sinceramente, a visita (através de clicagem na rubrica Archives) às imagens seleccionadas para ilustração do tema, da autoria dos autores-artistas mencionados nos seguintes "posts":
2006
(I) Março, 17 - Autores: Phill Jimenez e Andy Lanning; (II) Abril, 11 - Autor: Gibrat; (III) Abril,11 - Autor: Gibrat; (IV) Maio, 7 - Autor: Rui Lacas; (V) Maio, 9 ~Autor: Moebius; (VI) Maio, 13 - Autor: Victor Mesquita; (VII) Junho, 11 - Autor: Joe Sacco
6. Lisboa na Banda Desenhada
Sobre este tema escrevi há alguns anos um artigo na revista Atlantis, e comissariei uma exposição intitulada Lisboa na BD, que beneficiou de grande visibilidade, por ter tido por palco privilegiado o Museu da Cidade. Por ser um assunto que me entusiasma bastante - pois engloba dois motivos que me são caros, Lisboa e Banda Desenhada -, resolvi desenvolvê-lo mais uma vez, agora no universo internético, por intermédio do meu querido blogue. O que já fiz através de "posts" visíveis por consulta na coluna Archives, nas datas a seguir indicadas:
2006
(I) Maio,21 - Autor: Victor Mesquita; (II) Junho, 19 - Autor: Zé Paulo; (III) Julho, 18 - Autores: António Jorge Gonçalves (desenho), Nuno Artur Silva (argumento)
7. Língua portuguesa em mau estado: na Banda Desenhada, no "Cartoon", nos fanzines e na internet
De repente sinto uma estranha sensação de estar no papel de "advogado do diabo", ou seja, ao fazer críticas de índole ortográfica à BD, parece que decidi atacar a Banda Desenhada, como se a BD fosse o "mau da fita" das incorrecções ortográficas... Que fique claro: Tenho bem a noção da frequência de erros na literatura, nos jornais, nas legendas da televisão (ui!!) e dos filmes. Todavia, como o meu blogue tem a ver com BD, é nela que mais bato. Mas, para não ser considerado uma espécie de "5ª coluna" ataco igualmente o "Cartoon", os fanzines e a internet.
2005
(I) Out. 27 - "Vê-mo-nos" (??) erro na obra "Pequeno Nemo no reino dos sonhos", tradução portuguesa de "Little Nemo in Slumberland"
(II) Nov. 12 - "pareçe" (??), "esqueçendo" (??), erro repetido no comentário de um visitante do blogue "Kuentro"
(III) Nov. 28 - "gingeira" (??), erro detectado num "cartoon" assinado por "Avis Rara"
(IV) Dez. 11 - "Benvindo" (??), erro muito comum, neste caso detectado na banda desenhada "A família Slacqç" publicada na revista de BD "Visão"
2006
(V) Jan. 7 - "Inflacção" (??), erro publicado no balão de um "cartoon"
(VI) Jan. 16 - "Uma" (??) fanzine. A asneira da moda, mudar-se o género masculino dos fanzines para o feminino. Erro detectado no fanzine "Aqui no Canto"
(VII) Fev. 22 - "Univos" (??), assim apareceu escrito no balão de um "cartoon" publicado no suplemento "O Inimigo Público"
(VIII) Março, 10 - Se não "poderem" (??), e, obviamente, no volume dedicado ao "Príncipe Valente", da novel editora "Livros de Papel", deveria estar escrito "se não puderem"
(IX) Abril, 15 - "Alcançar-mos" (??)
(X) Maio, 29 - Não "teve" representada (??), um erro que reflecte a maneira actual de falar dos portugueses, mas que é grave quando se escreve, o que aconteceu no "site" da Marinha Portuguesa, em espaço cultural
(XI) Junho, 23 - "Ter-mos" (??). E nós, apreciadores da obra Korrigans, de Civiello (desenho) e Mosdi (argumento), a termos de apanhar com erros destes (e não me venham dizer que é uma simples gralha devida ao computador, porque estou farto de ver repetir esta confusão verbal). Desta vez detectei o insistente erro no episódio Os Filhos da Noite, primeiro da acima citada série Korrigans, publicada pela editora VitaminaBD.
terça-feira, julho 18, 2006
Lisboa na Banda Desenhada (III) - Terreiro do Paço submerso - Autores: António Jorge Gonçalves (desenho), Nuno Artur Silva (argumento)
Lisboa surge aqui como cenário, embora transformada visionariamente. É dessa minha cidade que, em mais um "post", a homenageio - usando a criatividade e talento imagético do meu amigo António Jorge, numa composição em que, muito provavelmente, foi cúmplice das ideias do seu imaginativo argumentista, Nuno Artur Silva (esse mesmo, o actual homem forte das Produções Fictícias).
O pessoal mais antigo conhece esta vasta e extraordinariamente bonita praça, por Terreiro do Paço. Todavia, o seu nome oficial é, como se sabe, Praça do Comércio.
Seja como for, o desenhador-criativo co-autor de Ana, recriou todo o pombalino espaço arquitectónico, dando-lhe uma impressionante dimensão aquática.

"Gostava de vaguear, sem rumo, pelas ruas da cidade crepuscular", pensamento poético com que se apresenta a primeira vinheta da belíssima prancha da página 38 da obra em apreço. Que, dada a excelência de imagens com que foi realizada, voltará a ser focada nesta rubrica "Lisboa na Banda Desenhada".
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"Post" remissivo
Deste mesmo tema Lisboa na Banda Desenhada, visitável por simples clicagem na rubrica "Archives", há os seguintes "posts" anteriores:
(I) Maio, 21 -Autor: Victor Mesquita
(II) Junho, 19 - Autor: Zé Paulo
2006 - Daqui para cima
quinta-feira, julho 13, 2006
Fanzines, esses desconhecidos (XXXIV) - O Voo da Águia (volume 2)
Última página do fanzine O Voo da Águia (nº2)Um excelente trabalho de comparação entre imagens desenhadas por dois mestres ingleses, Reg Perrott e Walter Booth, feito por José Manuel Vilela a fechar este segundo número do seu fanzine O Voo da Águia, dedicado totalmente à obra homónima de Reg Perrott
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Aos interessados neste autor Reg Perrot, na obra O Voo da Águia, e no respectivo fanzine (capas dos nºs 1 e 2, e mais uma prancha da bd), basta-lhes clicar no endereço abaixo indicado:
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com
Castelos na Banda Desenhada (XI) - Sabugal - Autores: Manuel Morgado (desenho), Marcos Osório (argumento)
Como Manuel Morgado desenhou Duarte d'Armas a desenhar o castelo de Sabugal em 1509
É óbvio que este tipo de obras criadas com o suporte visual da banda desenhada, pecam sempre, em maior ou menor percentagem, por uma fatal descontinuidade, fruto da necessidade de visualizar inúmeros factos e cenas históricas.
Segundo esse prisma, Manuel Morgado plasma em imagens eficientes o que conta Marcos Osório, autor do texto/argumento desta obra:
"Em 1509, D. Manuel I manda o seu escudeiro Duarte d'Armas visitar as fortalezas da raia portuguesa, a fim de se inteirar do seu estado de conservação. Acompanhado de um criado, percorreu a cavalo a maioria das praças fronteiriças, registando-as em desenho. Nesta região, Duarte d'Armas desenhou apenas os castelos do Sabugal e de Vilar Maior, com grande pormenor."
Permito-me comentar: já manuseei uma cópia desse famoso livro, peça inestimável para o conhecimento do aspecto que ofereciam os castelos no início do século XVI. Claro que qualquer apaixonado pelo tema, como comigo acontece, sofre com a ideia do vandalismo que se abateu sobre a maioria deles, fazendo com que, de muitos reste apenas uma torre e/ou curtos panos de muralhas.
As pedras, optimamente aparelhadas, foram servindo para construir igrejas, casas senhoriais, e outras que tais. Foi um fartar vilanagem durante séculos...
Outra imagem bem reconstituída, pelo jovem desenhador Manuel Morgado, do castelo de Sabugal, já sem barbacã. Vê-se ainda uma ponte sobre o rio Côa, ponte essa que, como se aprende pelo bem documentado texto, passou a constituir, por ordem de D. Dinis, a estrema que separava as vilas de Sabugal e Sortelha.
Uma imagem do castelo de Sabugal quando, por ordem do rei D. Dinis, estava em construção a Torre de Menagem.
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Castelo de Sabugal
Autores: Manuel Morgado (desenho)/Marcos Osório (argumento)
Edição da Câmara Municipal de Sabugal
Álbum cartonado, com capa e miolo a cores
Capa e 44 páginas
Formato A4
Data da edição: Junho 2006
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"Post" remissivo
Textos anteriores, dedicados a este tema Castelos na Banda Desenhada, podem ser vistos clicando no respectivo mês na rubrica Archives.
Datas de publicação e outros elementos:
2006
(X) Junho, 7 - Fictício - Autor: Bilal
(IX) Maio, 26 - Fictício - Autor: Walter Booth
(VIII) Abril 20 - Castelo deAlmada-Autor:Victor Borges
(VII)Fev.10 - Fictício - Autor: F. de Felipe
(VI) Jan.18- Fictício-Autor: Moebius
(V) Jan.06- Fictício - Autor: José Morim
2005
(IV) Dez.22- Fictício - Autor: Harold Foster
(III)Nov.17 - Castelo de Trancoso-Autor: Fernando Santos Costa
(II)Nov.10 - Castelo de Faro-Autor: José Garcês
(I)Nov.7 - Fictício - Autor: António Vaz Pereira
segunda-feira, julho 10, 2006
Fanzines, esses desconhecidos (XXXIII) - Sketch Book - BD Magazine
Prancha da bd Emo Boys, por Raquel LaranjoPoderá hesitar-se na classificação atribuível a esta peça, se banda desenhada, se texto com ilustrações. Por mim, apesar de por vezes já me terem considerado um purista, admito classificar Emo Boys como banda desenhada, com a ressalva de o ser ao limite, com uma malha gráfica a atingir o espaço máximo da elipse, lá onde a sequência, em termos de imagem, deixa de existir.
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Quem estiver interessado em ver mais em pormenor este fanzine, a solução (fácil) é clicar no endereço abaixo indicado:
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com
domingo, julho 09, 2006
Visão, revista de Banda Desenhada Portuguesa (VIII) - Falando hoje com... Carlos Barradas
Viver não custa, título da bd a cores da autoria (desenho e argumento) de Carlos Barradas, publicada na revista Visão (nº3, de 1 de Maio de 1975)Após entrevistas com Victor Mesquita, Pedro (Pedro Massano), Isabel Lobinho, Corujo Zíngaro e Zé Paulo, é hoje a vez de Carlos Barradas.
Para completar o lote dos Nove Magníficos (uma versão minha, mais abrangente), falta ainda entrevistar Duarte, Nuno Amorim e Zepe. Lá chegaremos.
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CARLOS BARRADAS (Carlos Manuel Barradas Teixeira, Lisboa, Fevereiro de 1947)
Carlos Barradas e eu encontrámo-nos em Oeiras, onde vive. Fomos até às docas lá do sítio para a nossa conversa. Que, como tem sido hábito, começou pela pergunta:
- O que significou para ti a Visão?
CB - Foi uma maneira de fazer uns bonecos, de deitar cá para fora a criatividade que a gente tinha.
A propósito de Visão: sabes como aquilo apareceu?
- Já alguém me contou uma vez. Dá-me a tua versão.
CB - Carlos Soares, que era jornalista e foi o argumentista daquela história dos ceguinhos publicada lá na revista Visão (nota do bloguista-entrevistador: a bd Clave Sem Sol, de que mais abaixo se reproduz a primeira prancha), foi meu colega no Liceu D.João de Castro. Ele adorava os meus desenhos, e as caricaturas que eu fazia.
Um dia perguntou-me se eu não queria fazer uma revista de banda desenhada, porque ele conhecia uma pessoa com "massas" - era construtor civil, e constou-se mais tarde que talvez quisesse arranjar uma coisa qualquer em que não se importava de ter prejuízos, porque seria um subterfúgio em relação a obter vantagens nos impostos.
E assim surgiu a hipótese de haver uma revista de boa qualidade para publicar BD portuguesa em Portugal.
- Julgo que isto - a história do início da Visão - nunca tinha sido escrita, fica agora registada, preto no branco, pela primeira vez. Mas voltando à questão acerca do que significou para ti aquela revista de BD...CB - Foi importante, fez descobrir uma data de gente da BD que estava escondida. A Visão foi uma montra para mostrar o produto nacional, que era tão bom como o dos outros, apesar de que nós não tínhamos escola como os franceses e os belgas.
- Em Abril de 1975, estudavas ou trabalhavas?
CB - Estudava. Estava na Escola Superior de Belas Artes e no IADE.
Foto recente (Maio 06) de Carlos Barradas- Que fizeste em BD depois de 1976, após o fim da Visão?
CB - Fiz O Capital em Banda Desenhada, editado pelo maluco do Sérgio Guimarães - sim, ele era mesmo louco, era personagem para um filme de Almodôvar, se o Almodôvar o tivesse conhecido, teria feito um filme sobre a vida dele. Depois trabalhei com o Mário Henrique Leiria - também outra personagem - ele escrevia e eu desenhava, outras vezes fazia eu um desenho e ele escrevia uma história inspirada no desenho.
A seguir surgiu a ideia do Henrique Espírito Santo, produtor de Cinema, de fazer um álbum em BD para explicar como é que se faz um filme, desde a pré-produção, produção, rodagem, pós-produção, etc., os passos todos. Era uma coisa mais ou menos didáctico-pedagógica. Entretanto, como ainda não havia editora, e iam aparecendo outros trabalhos, a coisa foi ficando para trás, e olha...
- Em vez de BD, o que é que tens feito para ganhar a vida?
CB - Trabalhei como realizador e produtor - mais realizador do que produtor - na RTP, durante vinte e tal anos.
Agora estou a trabalhar como "free-lancer", a fazer de tudo - ilustração, "design", logos.
Quando saí da RTP ainda estive como Art Director da TV Medicina - um canal codificado só para médicos - e colaborei com a NBP para realizar a novela "A Filha do Mar".
Nos tempos mais recentes, em banda desenhada apenas participei naquele álbum Novas "fitas" de Juca & Zeca, que tu próprio editaste.
- Há algum projecto de BD que estejas actualmente a realizar, ou que gostasses de concretizar num futuro mais ou menos próximo?CB - Estou agora com uma hipótese de projecto que talvez se concretize - depende do orçamento - porque a editora achou o preço por prancha, que eu quero, muito caro.
Um canalizador, um marceneiro, ganham mais que nós, autores de BD.
Mas, convenhamos, eles, os editores, também sabem em que é que se vão meter, porque o mercado da Banda Desenhada é um mercado em que se vende pouco.
Clave sem sol, título da bd da autoria de Carlos Barradas (desenho) e Carlos Soares (argumento), publicada na revista Visão nº 1, de 1 de Abril de 1975-----------------------------------------------------------------------------"Posts" remissivos sobre a revista VISÃO de Banda Desenhada:
1ª Parte - Textos generalistas acerca da revista: 2005-(I) Dezembro, 10; (II) Dezembro, 11
2ª Parte - Entrevistas a autores-artistas da revista:
2006
(III) Maio, 30-Victor Mesquita
(IV) Maio, 31- Pedro Massano
(V) Junho, 13 - Isabel Lobinho
(VI) Junho, 15 - Corujo Zíngaro
(VII) Junho, 30 - Zé Paulo
Há ainda outro "post" (data: Junho 19), este dedicado ao tema Lisboa na Banda Desenhada, em que se podem observar duas imagens (óptimas, vale a pena vê-las) da autoria de Zé Paulo, ambas extraídas da revista Visão
Mangá "made in" Portugal (II) - Autores: Pedro Roxo Nogueira (desenho), Paula Cunha (argumento)
5ª prancha da bd em estilo mangá A Esfera de TudoQuem fez o desenho e deu a cor a esta mangá foi Pedro Nogueira (o nome todo é Pedro Roxo Nogueira, acrescento, para que não se confunda com outro Pedro Nogueira, autor-artista portuense, já com obra editada desde há bastantes anos), sob argumento de Paula Cunha. O título da mangá, composta por dez pranchas a cores, é A Esfera de Tudo, reproduzida no fanzine Sketch Book (nº2, de Março de 2006), de que há um "post" no blogue http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com com data de Abril, 15).
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"Post" remissivo
Há outro texto sobre este tema Mangá "made in" Portugal:
2006
(I) Junho, 28 - Autores: Ana Freitas e Nuno Duarte
sexta-feira, julho 07, 2006
Autor de BD como personagem da sua banda desenhada (VI) - Autor: Augusto Trigo
Augusto Trigo, visto por ele próprio como personagem na pele do cronista que escreve uma gesta histórica.
Primeira vinheta da prancha inicial da banda desenhada "Luz do Oriente", com desenhos de Augusto Trigo e argumento de Jorge Magalhães.
Trata-se do volume nº 16 da colecção Antologia da BD Portuguesa, da Editorial Futura (1986).
Nota do bloguista-escrevinhador: ao folhear o volume, deparou-se-me, na última página, uma biografia de Augusto Trigo assinada por mim, coisa de que já não me lembrava de todo...
Prancha inicial da obra Luz do Oriente, criada em desenho por Augusto Trigo, sob argumento de Jorge Magalhães
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"Post" remissivo
Desta rubrica Autor de BD como personagem há mais os seguintes "posts" (datas e autores):
(I) 2006 - Maio, 5 - Crumb; (II) Junho, 26 - Nuno Saraiva
Outra rubrica parecida, Autor de BD em contacto pessoal com o seu herói, tem os seguintes "posts" (datas e autores):
(I) 2006 - Fev. 27 - Chester Gould e Dick Tracy; (II) Abril, 18 - Hergé e Tintim
Fanzines, esses desconhecidos (XXXII) - All-Girlzine
Prancha da banda desenhada A viagem de Guida, da autoria de Carla Pott (desenho) e Alain Corbel (argumento)Esta bd , de apenas três pranchas, significa a estreia de Carla Pott na Banda Desenhada, ela que já tem créditos firmados na Ilustração. Pelo que me disse Alain Corbel (um francês radicado em Portugal), terá sido por pressão dele (e por ter elaborado ele próprio o argumento), que Carla Pott se decidiu a fazer esta experiência na BD.
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Os interessados em visionarem a capa deste fanzine All-girlzine,e também uma prancha de bd da autoria de Rosa Baptista, além da ficha técnica (editor, respectivo contacto, etc.) terão de, simplesmente, clicar no endereço abaixo indicado.
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com
quinta-feira, julho 06, 2006
Castelos na Banda Desenhada (X) - Fictício - Autor: Bilal
Castelo criado por Bilal (sob ideia/argumento de Christin) para a obra Le Vaisseau de pierre
Um condomínio de luxo, um hotel cinco estrelas? O que quer que seja, é o futuro reservado ao castelo. E também a velha ponte (medieval? romana?), que ainda é possível visionar na imagem anterior, está condenada, em nome de especulações e interesses imobiliários, assim como de manobras subterrâneas que contam com a conivência de políticos venais.Onde é que eu já vi algo parecido com isto?
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"Post" remissivo
Textos anteriores, dedicados a este tema Castelos na Banda Desenhada, podem ser vistos clicando no respectivo mês na rubrica Archives.
Datas de publicação e outros elementos:
2006
(IX) Maio, 26 - Fictício - Autor: Walter Booth
(VIII) Abril 20 - Castelo deAlmada-Autor:Victor Borges
(VII)Fev.10 - Fictício - Autor: F. de Felipe
(VI) Jan.18- Fictício-Autor: Moebius
(V) Jan.06- Fictício - Autor: José Morim
2005
(IV) Dez.22- Fictício - Autor: Harold Foster
(III)Nov.17 - Castelo de Trancoso-Autor: Fernando Santos Costa
(II)Nov.10 - Castelo de Faro-Autor: José Garcês
(I)Nov.7 - Fictício - Autor: António Vaz Pereira
sábado, julho 01, 2006
Tertúlia BD de Lisboa - XXI Ano - 259º Encontro
Capa do álbum da autoria de António Sacchetti, homenageado este mês pela Tertúlia BD de LisboaNum "post" datado de 2005, Jul. 31, a razão da existência desta Tertúlia BD de Lisboa como associação informal foi esclarecida, basta clicar na coluna "Archives" para sacar do já volumoso arquivo deste blogue alguns elementos esclarecedores acerca do que é, e como funciona, esta associação informal.
Na próxima 3ª feira, dia 4 de Julho, lá estarão , seguramente, cerca de 40 (um pouco mais ou um pouco menos) bedéfilos, para jantarem, participarem num sorteio de peças de banda desenhada e, por fim, conversarem, fazerem perguntas, ao homenageado da noite, dessa forma desenvolverem e justificarem a componente tertulianística.
E quem é o Homenageado?
Chama-se António Sacchetti, e é autor da obra em banda desenhada Viagem à Costa da Mina 1479-1480, editada em álbum no ano de 1997 pelo Grupo de Trabalho do Ministério da Educação para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.
Vamos a ver como decorrerá esta sessão da tertúlia, tendo em atenção que tem estado a decorrer, no recinto do Parque Mayer, a transmissão do Mundial de futebol, com imensos adeptos a assistir, e na 4ª feira vai realizar-se um jogo que começará exactamente à hora em que se inicia a TBDL.
Não há-de ser nada.
